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CATIGUÁ MG1, MG2 e MG3

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Origem

Em 1980, a equipe de melhoristas da EPAMIG/UFV realizou um cruzamento artificial entre um cafeeiro da cultivar Catuaí Amarelo IAC 86 e uma planta Híbrido de Timor (UFV 440-10), a qual foi descoberta ser a doadora da resistência à ferrugem. A primeira geração (F) foi obtida e conduzida na Universidade Federal de Viçosa, em Viçosa, MG, sob a designação de H 514-1 a 16. As plantas H 514-7 e H 514-11 foram selecionadas e suas progênies, na geração F2, foram testadas na Fazenda da EPAMIG, em Patrocínio, MG, de onde foram selecionadas as plantas H 514-7-14, H 514- 7-16 e H 514-11-5. As progênies H 514-7-14 e H 514-7-16, em geração F3, foram testadas na Fazenda Experimental de Patrocínio, enquanto a progênie H 514-11-5 foi testada na Fazenda Experimental de São Sebastião do Paraíso, onde foi realizado um novo ciclo de seleção, que originou a H 514- 11-5-5. Várias outras progênies irmãs, em geração F4, foram avaliadas no  município de Senhora de Oliveira, em Minas Gerais. As progênies das plantas H 514-7-14-2 e H 514-7-16-3, em geração F4, foram plantadas na EPAMIG de Patrocínio, dando origem às cultivares Catiguá MG1 e Catiguá MG2, em geração F5. Uma mistura de sementes da progênie H 514-11-5-5 foi multiplicada na Fazenda Experimental de São Sebastião do Paraíso, com a designação de H 514-11-5-5-1, na geração F4. Nesse campo, foram, selecionadas 20 plantas que constituíram a progênie H 514-11-5-5-1, que originou a cultivar Catiguá MG3, em geração F6. O nome Catiguá refere-se à denominação original da cidade de Patrocínio, MG, onde se realizou parte do processo de seleção dessa cultivar.

Características

As cultivares Catiguá (MG1, MG2 e MG3) são resistentes às raças prevalecentes do fungo causador da ferrugem-do-cafeeiro e a Catiguá MG3 também apresenta resistência ao nematóide das galhas da espécie Meloidogyne exigua. A altura das plantas, o diâmetro médio da copa e a produtividade são semelhantes aos das cultivares Catuaí Vermelho IAC 144 e IAC 15. A cor das folhas novas é bronze na 'Catiguá MG1' (Figura 2B), bronze e verde na 'Catiguá MG2' e bronze-claro 'Catiguá MG3'. As cultivares Catiguá podem ser facilmente identificadas porque as suas folhas são ligeiramente lanceoladas e estão posicionadas em ângulo agudo em relação ao ramo, sugerindo um formato de espinha de peixe (Figura 2C). Além disso, os frutos, quando bem maduros, são de coloração vermelha intensa.

Recomendações de plantio

Essas cultivares são indicadas para as regiões cafeeiras do estado de Minas Gerais e de outros estados do Brasil, aptas para o cultivo da espécie Coffea arabica. Considerando o porte baixo dessas cultivares, podem ser recomendadas para plantios com espaçamento de 2 a 3,5m entre fileiras e de 0,7 a 1m entre plantas na fileira. Representa também uma opção para produção de café orgânico, em razão de serem resistentes à ferrugem-alaranjada-do-cafeeiro, que constitui a principal doença da cultura. A cultivar Catiguá MG3 também apresenta resistência ao nematóide das galhas. Seu porte baixo facilita a colheita manual e mecânica dos cafeeiros, além de possibilitar maior densidade de plantio.

 

CATIGUA_MG1_MG2_e_MG3

 


Ficha Técnica

Porte (altura da planta)

Baixo

Formato da Copa

Cônico

Diâmetro da copa

Médio

Comprimento do internódio

Curto

Ramificação secundária

Abundante

Cor das folhas jovens (brotos)

Bronze (’Catiguá Mg1’)

 

Bronze e verde (’Catiguá Mg2’)

 

Bronze-claro (’Catiguá MG3’)

Tamanho da folha

Médio

Cor do fruto maduro

Vermelha

Formato do fruto

Oblongo

Tamanho da semente

Grande

Formato da semente

Curto e largo

Ciclo de maturação

Médio

Ondulação da borda da folha

Pouco ondulada

Resistência à ferrugem

Altamente resistente (imune)

Resistência a nematóide

Suscetível (’Catiguá Mg1 e Mg2’)

 

Resistente a M. exigua (’Catiguá MG3’)

Vigor

Alto

Qualidade da bebida

Boa

Produtividade

Alta

 

 

Folder Catiguá MG1 e MG2

Folder Catiguá MG3