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Fundação Procafé: soluções tecnológicas para o desenvolvimento sustentável da cafeicultura

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Localizada no Sul do Estado de Minas Gerais, na cidade de Varginha, a Procafé, entidade privada sem fins lucrativos, desenvolve, há mais de uma década, pesquisas e transferência de tecnologias

 

A Fundação Procafé, localizada no Sul do Estado de Minas Gerais e com sede na cidade de Varginha, tem por objetivos principais realizar estudos e pesquisas cafeeiras nas áreas de produção, preparo e qualidade do café, gerenciamento agrícola, diagnósticos e estudos socioeconômicos, entre outros. Além disso, promove e apoia treinamento de pessoal ligado à cafeicultura e realiza eventos técnicos-científicos e de transferência de tecnologias diretamente ou em parceria com órgãos públicos e privados.

A Procafé, instituição participante do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café, é constituída por um corpo técnico com experiência de cerca de 40 anos em atividades de pesquisa e difusão de tecnologia cafeeira. Surgiu da necessidade de preservar e ativar o patrimônio tecnológico do antigo IBC – Instituto Brasileiro do Café (extinto em 1990), constituído de banco genético, laboratórios e fazendas experimentais.

De acordo com seu Presidente, José Edgard Pinto Paiva, a Fundação assumiu o desafio de capacitar o cafeicultor, para que consiga identificar soluções tecnológicas para a lavoura, reduzir custos e obter mais lucratividade. Nesta entrevista concedida à Embrapa Café, José Edgard, engenheiro agrônomo e técnico aposentado do IBC – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa, descreve a missão da Fundação Procafé, analisa o cenário atual da cafeicultura, o papel da pesquisa e a importância de políticas públicas para o setor.

Embrapa Café: Poderia nos contar a história da Fundação Procafé, seu processo de criação, objetivos e projetos?

José Edgard: No ano de 1992, com o encerramento da fase de extinção e liquidação do IBC e com a distribuição do pessoal e patrimônio para outras instituições do Governo Federal, lutou-se para que o Mapa mantivesse a maior parte dos imóveis e do pessoal antes ligado ao setor da produção cafeeira do ex-IBC, sendo esse um caminho natural, pois o corpo técnico era formado por engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas.

Dentro do Mapa foi criado o Procafé (Programa Integrado de Apoio à Tecnologia Cafeeira), por meio de convênio firmado entre o Mapa e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA e o Conselho Nacional do Café - CNC por meio do qual os técnicos eram alocados nas cooperativas e associações de cafeicultores. Esse convênio vigorou por dez anos e deu bons resultados até que o Ministério transformou seus engenheiros agrônomos em fiscais federais agropecuários.

Com o esvaziamento do corpo técnico, foi preciso concentrar esforços mais voltados para a pesquisa e difusão de tecnologia, criando-se, assim, a Fundação Procafé em 2001, sucedendo e aperfeiçoando o mecanismo do programa Procafé.

No mesmo espírito do programa Procafé original, a Fundação foi criada congregando, em seu Conselho Curador, cooperativas, sindicatos e associações de cafeicultores. Hoje é composta por 31 entidades, entre cooperativas, sindicatos e associações, para assumir funções de apoio tecnológico à cafeicultura com base no acervo do ex-IBC, primeiramente com o uso da Fazenda Experimental de Varginha e das instalações e laboratórios a ela ligados, e, em continuidade, com a agregação de novos campos experimentais, mediante convênios ou comodatos.

Embrapa Café: Nos últimos anos, que fatores têm afetado a produtividade do cafezal e o que a Fundação Procafé e parceiros têm apresentado de soluções tecnológicas para o problema e ainda outros que têm atingido a cafeicultura brasileira?

José Edgard: Vemos como principais fatores tecnológicos afetando a produtividade de cafezais a existência de lavouras em solos pobres e/ou desequilibrados, ainda em boa parte das áreas; problemas climáticos adversos, hoje mais por déficits hídricos, sem viabilidade de irrigações; espaçamentos ainda inadequados em parcela das lavouras; sério ataque de pragas e doenças e a falta de tratos adequados pelos produtores, situação agravada pelos próprios preços baixos. Forma-se, assim, um ciclo, onde a falta de recursos reduz os investimentos na lavoura e, esta, produzindo menos, gera menos recursos para investir em seus tratos.

Nessa situação, vemos como necessária a adoção, em curto prazo, de uma política cafeeira (Plano de Safra) adequada, dando suporte à comercialização e regulação do mercado. Ao produtor, cabe selecionar suas lavouras, eliminando as menos produtivas e menos rentáveis, antecipando podas, etc. O mais importante, no momento, é a transferência de tecnologia, orientando os cafeicultores sobre as boas práticas agrícolas e de gestão e com melhor retorno produtivo e econômico.

Embrapa Café: Hoje qual é considerado o grande desafio, ou um dos grandes desafios, a ser(em) enfrentado(s) pelos cafeicultores e como a ciência está buscando superá-lo(s)? Quais os principais parceiros e qual a importância dessa união de esforços nesse processo?

José Edgard: Vejo que o grande desafio atual do produtor é a viabilização de renda para garantir os tratos nas lavouras. Nesse contexto, estão inseridos problemas de custos elevados no País, oriundos da valorização dos salários e seus custos sociais, além da política de impostos e de desestímulos diversos às atividades agrícolas como um todo, seja por legislação trabalhista exacerbada, pelas leis ambientais severas e onerosas para o produtor, sem a contrapartida de preços compatíveis para os seus produtos. Nessa circunstância, a ciência pouco tem a fazer, pois não tem sido chamada a opinar na legislação, ditada apenas de forma política e, mesmo, ideológica.

Embrapa Café: Do ponto de vista ambiental, quais as tecnologias desenvolvidas que mais têm colaborado para a manutenção do equilíbrio ecológico?

José Edgard: A cafeicultura, por se tratar de uma cultura permanente que cobre bem o solo e não exige preparação anualmente e intervalos entre cultivos com solo limpo, como nas culturas anuais, é, por sua natureza, uma cultura protetora dos terrenos. Tanto assim que destacamos como tecnologia muito adequada ecologicamente a introdução do sistema de plantio adequado nas áreas de montanha, servindo para controle da erosão e melhoria da infiltração de água nessas condições de difícil topografia. Além disso, como cultura perene, a lavoura cafeeira contribui para a fixação de carbono.

A Fundação Procafé também possui o trabalho realizado em convênio com o Mapa para o constante monitoramento das condições climáticas e fitopatológicas. Com estações instaladas nas cidades de Varginha, Boa Esperança, Carmo de Minas, Muzambinho, Patrocínio, Araxá e Araguari, é possível obter informações sobre temperaturas; volume de chuvas; percentual de enfolhamento; balanço hídrico comparado com a média histórica da região; crescimento vegetativo; incidência de pragas e doenças, tais como ferrugem, cercóspora, bicho-mineiro, phoma, broca e ácaro. E, com base nesses dados, é possível que haja uma racionalização do produtor de forma a diminuir as aplicações preventivas de agrotóxicos, reduzindo os custos da produção e, consequentemente, aumentando a sua rentabilidade.

Embrapa Café: Das tecnologias desenvolvidas pela Fundação Procafé e parceiros poderia destacar uma ou duas e seus impactos esperados para o desenvolvimento da cafeicultura e da economia brasileira?

José Edgard: Destacamos, exatamente, aquelas tecnologias com maior impacto na produtividade das lavouras e na redução dos custos de produção. Podemos citar dois conjuntos de tecnologias: as de desenvolvimento de novas cultivares produtivas e resistentes e de racionalização no uso de fertilizantes, com manejo equilibrado dos nutrientes, adensamento e da poda dos cafeeiros.

 

Embrapa Café: Como tem sido o processo de geração de novas cultivares resistentes a pragas e doenças? Quais variedades já foram lançadas por esse programa e quais suas principais características? Há materiais novos promissores? Dessas cultivares já lançadas, quais foram desenvolvidas no âmbito do Consórcio Pesquisa Café? E as que estão em estudo? Como tem sido feito o trabalho de transferência dessas tecnologias? 

José Edgard: O processo de desenvolvimento de novas cultivares, no âmbito da Fundação, tem origem nos materiais genéticos oriundos do ex-IBC. Esses materiais tiveram seu processo de seleção continuados, com a derivação de novas gerações e sua testagem em campo, apesar das dificuldades de recursos. Nos 10 últimos anos, foram registradas 19 cultivares e elas, em sua maioria, vêm sendo plantadas já em significativa escala comercial. No âmbito do Consórcio, apenas estamos buscando desenvolver materiais via clones de gerações híbridas com resistência múltipla.

Vemos que a transferência de tecnologia das novas variedades e, principalmente, a sua adoção, tem sido um processo lento. Primeiro, pela diversidade de informações entre as várias instituições, sem melhor integração entre elas. O resultado é o técnico extensionista encarregado de transferir as informações e o produtor, quem vai adotar, sujeitos a dúvidas sobre qual a melhor variedade. Além disso, as variedades atuais, a serem substituídas, têm apresentado, ao longo de anos, boas características, assim entendidas pelos produtores.

Embrapa Café: O que o produtor deve observar na hora de escolher uma variedade para plantio e como deve proceder para obter avaliação do desempenho?

José Edgard: O produtor deve primeiro observar a origem da variedade. Qual a tradição da instituição encarregada do desenvolvimento da variedade e seu grau de responsabilidade para com o setor cafeeiro. Deve tomar conhecimento dos resultados sobre o desempenho da variedade em sua região e, se possível, deve participar das demonstrações sobre a variedade nos dias de campo. Finalmente, ao adotar a nova variedade, deve fazê-lo, de início, plantando em pequenas áreas para observar adaptação.

Embrapa Café: Alguns meios de comunicação divulgaram que, em diversas propriedades cafeeiras no Sul de Minas, a cultivar Catucaí Amarelo tem apresentado bom desempenho produtivo e boa aceitação. Porém, tal cultivar também apresentaria algumas desvantagens. Poderia comentar sobre isso? Que vantagens e desvantagens seriam essas e quais seriam as soluções viáveis para sua melhor adaptação?

José Edgard: As vantagens do Catucaí Amarelo, em suas várias cultivares, têm sido a alta produtividade, boa tolerância à ferrugem e phoma, maturação mais uniforme dos frutos, boa bebida e melhor resposta a podas. Suas desvantagens são a possibilidade de tombamento de plantas, o que pode ser contornado por meio de controle de crescimento, mediante podas adequadas. Como é uma planta mais produtiva, ela é também mais exigente em termos nutricionais e controle de pragas e doenças.

Embrapa Café: Além da pesquisa, a Fundação Procafé se destaca por suas atividades de transferência de tecnologias por meio da realização de dias de campo, cursos, congressos e eventos em geral, além da disponibilização de publicações (livros, revistas e folhas técnicas) e de serviços, como por exemplo estação de avisos climáticos e fitossanitários. Poderia falar sobre como é realizado esse trabalho, a linha de atuação e os principais objetivos? Que outras atividades vêm sendo desenvolvidas pela Fundação Procafé?

José Edgard: A transferência de tecnologia, de fato, sempre esteve na linha de frente da atuação da Fundação. Aliás, essa é uma característica adquirida da experiência da equipe técnica do ex-IBC, na qual as equipes de trabalho de pesquisa e de assistência eram integradas. Vemos que a maior satisfação de quem desenvolve uma tecnologia é que ela não faça apenas parte do seu curriculum acadêmico, mas sim que ela seja utilizada.

As atividades de difusão são programadas conforme a demanda que temos observado, visando, na primeira fase, atualizar conhecimentos dos técnicos extensionistas e, na segunda etapa, levar informações às cooperativas e aos seus produtores associados. Integrando o calendário dessa Fundação, realizamos anualmente dois Dias de Campo (Fazendas Experimentais de Varginha e de Boa Esperança) para aproximadamente 3 mil pessoas, levando informações práticas sobre as mais novas tecnologias utilizadas em campo. É realizado Curso de Atualização, no qual a Fundação Procafé promove palestras técnicas oferecidas por profissionais de grande conhecimento na área da cafeicultura para técnicos, consultores, produtores e demais interessados. Também realizamos o Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras, em sua 39ª edição, no qual são divulgados e publicados os mais recentes trabalhos de pesquisa de café para mais de 600 pessoas. As tecnologias geradas em nossos campos experimentais são também divulgadas por meio de folhas técnicas distribuídas a grupo de consultores, revistas, boletins de avisos, palestras, consultorias e publicações. Todas essas informações estão disponibilizadas gratuitamente na homepage da Fundação Procafé a todos os interessados.

Embrapa Café: Os produtores de café, em geral, têm passado por fase de dificuldades, tendo em vista os preços baixos do produto. Quais as soluções para ajudar a melhorar a renda dos cafeicultores?

José Edgard: É muito difícil dar uma solução técnica a um problema mais ligado ao mercado, ou seja, um problema econômico, determinado em bolsas de mercadorias. Achamos que a solução, em primeira instância, passa por uma política cafeeira que preserve renda mínima ao produtor, como havia antigamente. Afinal, a cafeicultura tem muita importância social no Brasil e no mundo. Ela é baseada na atividade de pequenos e médios produtores, os quais, além da renda, geram muitos empregos e desenvolvimento regional.

Trabalhar a melhoria da produtividade sempre foi a regra básica, em quaisquer situações de mercado, para gerar melhores níveis de renda. Paralelamente, deve-se cuidar da racionalização dos custos, cortando investimentos e práticas culturais de menos resposta produtiva. A mecanização e a irrigação são ferramentas muito úteis para reduzir custos e aumentar a produtividade. Muitas regiões, como as de montanha, têm mais dificuldades de competir nesse momento.

Embrapa Café: Poderia fazer um breve relato e traçar um cenário futuro para a cafeicultura no Sul de Minas em termos de ameaças e oportunidades e dizer como a pesquisa pode contribuir para enfrentar essas ameaças e aproveitar essas oportunidades, contribuindo para o desenvolvimento e a sustentabilidade da cafeicultura na região, que é a principal produtora do Brasil?

José Edgard: Vemos que, no curto prazo, teremos uma retração na lavoura, com muitos produtores, os mais descapitalizados, deixando de cuidar ou mesmo abandonando cafezais. Isso deve ocorrer, primeiramente, com o médio produtor. O produtor familiar e o grande vão sentir menos o cenário de preços baixos, desde que sejam eficientes. Deve haver, conforme ocorreu no passado, redução de produtividade e das safras, o que provocará, no médio prazo, o retorno de melhores preços. Cremos que, pelas dificuldades de maiores custos de produção atualmente, o ciclo de retração na lavoura deve ser mais curto que no passado.

Vemos a oportunidade, para aqueles que dispõem de recursos, de aproveitar esses anos difíceis para renovar suas lavouras, para aguardar, no futuro, a condição de retorno dos preços mais remuneradores. No entanto, no cenário atual, existe uma variável que não tivemos nas crises anteriores. Trata-se da ameaça do café robusta, externa e internamente, com seus custos mais competitivos.

Embrapa Café: Em sua avaliação, quais foram os ganhos trazidos pelas parcerias entre instituições de ensino, pesquisa e extensão congregadas no Consórcio Pesquisa Café em prol da pesquisa, desenvolvimento, inovação e extensão do café nos últimos anos? Teria alguma sugestão?

José Edgard: O sistema promoveu ganhos expressivos, principalmente no sentido de estruturar programas e de manter técnicos e pesquisadores trabalhando com pesquisa, ensino e extensão de café. Mas, infelizmente, em boa parte, essa estrutura não tem condições de se sustentar a longo prazo, já que se baseia nas atividades de bolsistas, pós-graduandos e outros, cuja permanência na atividade de pesquisa cafeeira é, por sua natureza, transitória. Desse modo, vemos que já é tempo de estruturar uma forma de trabalho mais permanente, na forma de um centro nacional de pesquisa cafeeira, a exemplo de outros existentes para cultivos e criações vários, na própria Embrapa. Esse centro poderia ser de uma instituição apenas ou composto por várias, só que com programas e orçamentos permanentes e não sujeitos a editais e recursos de alto risco na sua disponibilização. O sistema de acesso à pesquisa, por variadas instituições, poderia permanecer, só que coordenado pelo Centro.

Embrapa Café: Quais são os planos/projetos futuros a serem conduzidos pela Fundação Procafé e quais as expectativas?

José Edgard: Nossos planos futuros são de manter e ampliar nossos trabalhos. No entanto, as expectativas não são as melhores. A despeito dos bons resultados que temos alcançado, temos tido dificuldades de obtenção de recursos.

39º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras – Cumprindo com o compromisso de treinamento de pessoal ligado à cafeicultura e transferência de tecnologias, a Fundação Procafé promove o 39ª edição do Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras em Poços de Caldas – MG. O evento será realizado de 29 de outubro a 1° de novembro de 2013 e terá como slogan deste ano “Com boa tecnologia, mais café se anuncia”, fazendo menção à necessidade de utilizar técnicas adequadas para alcançar boas produtividades nos cafezais, com economia de custos. O evento reúne pesquisadores, técnicos e consultores ligados à assistência das mais variadas instituições de ensino, pesquisa e extensão do País e liderança de produtores para divulgar os últimos resultados de trabalhos de pesquisa e inovações no manejo dos cafezais e preparo do café. Nesta edição do evento, serão publicados 287 trabalhos no livro dos Anais, que será distribuído aos participantes. Desses trabalhos, 107 trabalhos serão apresentados oralmente. Mais informações e a programação do evento estão no site www.fundacaoprocafe.com.br .

VIII Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil – De 25 a 28 de novembro, em Salvador-BA. Inscreva-se, participe e divulgue. Mais informações em http://www.simposiocafe.sapc.embrapa.br/

Consórcio Pesquisa Café – Criado em 1997, congrega instituições de pesquisa, ensino e extensão localizadas nas principais regiões produtoras do País. Seu modelo de gestão incentiva a interação das instituições e a otimização de recursos humanos, físicos, financeiros e materiais. Foi criado por dez instituições: Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola - EBDA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais - Epamig, Instituto Agronômico - IAC, Instituto Agronômico do Paraná - Iapar, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural - Incaper, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro - Pesagro-Rio, Universidade Federal de Lavras - Ufla e Universidade Federal de Viçosa - UFV.

 

Embrapa Café - Gerência de Transferência de Tecnologia

Texto: Carolina Costa – MTb 7433/DF e Flávia Bessa – MTb 4469/DF

Contatos: (61) 3448-1927/ Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.   

Sites: www.sapc.embrapa.br e www.consorciopesquisacafe.com.br