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Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais completa 40 anos

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Na cerimônia de aniversário, a Epamig homenageou 50 pessoas e agradeceu as parcerias ao longo dessas quatro décadas

Ao completar 40 anos, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais - Epamig foi homenageada no dia 15 de maio na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), cuja solenidade foi proposta pelo deputado estadual de Minas Gerais Antônio Carlos Arantes. Na ocasião, a Empresa retribuiu o apoio e as parcerias ao longo dessas quatro décadas e entregou troféus a cerca de 50 pessoas por terem prestado relevantes serviços à agricultura do estado.

Entre os homenageados, o gerente-geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, pela trajetória como pesquisador no período de 1973 a 2004 e presidente da Epamig, de 1993 a 1995, e também pelo trabalho atual à frente da coordenação do Consórcio Pesquisa Café. Bartholo é engenheiro agrônomo graduado pela Universidade Federal de Lavras (1972), mestrado em Fitotecnia com concentracão em Melhoramento Vegetal pela Universidade Federal de Viçosa (1978) e doutorado em Agronomia (Genética e Melhoramento de Plantas) pela Universidade Federal de Lavras (2000).

Epamig e o café – A Empresa realiza pesquisas de cafeicultura para criar e adaptar tecnologias que possibilitem atender às necessidades do produtor rural, o que significa inclusão social, ampliação do agronegócio café, redução da desigualdade regional e aumento da produtividade em benefício da economia de Minas Gerais como um todo.

As linhas de pesquisas da Epamig sobre o café incluem temas como o preparo do solo; desenvolvimento de novas cultivares resistentes a pragas e doenças e com maior produtividade; a indicação de cultivares selecionadas; controle químico e biológico de pragas e doenças; cuidados pós-colheita, entre outras.

Nessas quatro décadas, a Epamig, em conjunto com seus parceiros, desenvolveu 14 cultivares de café e outras sete estão à espera de registro no órgão competente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa. As cultivares são resultado do Programa de Melhoramento Genético do Cafeeiro, o qual se baseia em cruzamentos de diferentes materiais genéticos de interesse do agronegócio café. 

Essas cultivares produzem mais em menores áreas de cultivo, são adaptadas às mudanças climáticas, se desenvolvem bem em regiões secas e montanhosas e, o que é fundamental, são portadoras de resistência às principais doenças do cafeeiro.

“A Epamig é uma das empresas pioneiras no País em pesquisas de café. Os estudos desenvolvidos nesses 40 anos foram fundamentais para a tecnificação das lavouras e melhoria na qualidade de vida dos cafeicultores do maior estado produtor de café do Brasil”, afirma o pesquisador Gladyston Carvalho, que também é coordenador do Programa de Pesquisa de Cafeicultura da Empresa.

Os estudos de melhoramento genético do cafeeiro na Epamig começaram na década de 70, após a ferrugem ser constatada na cafeicultura brasileira. A ferrugem é a principal doença da cultura do cafeeiro e ocorre em quase todas as regiões cafeeiras do mundo. Quando a lavoura é formada por cultivares suscetíveis à doença, se o controle químico não for realizado adequadamente, o prejuízo é muito grande.   A doença pode ser disseminada na lavoura, provocando a queda precoce das folhas e a consequente seca dos ramos, o que pode reduzir a produção pela metade no ano seguinte.

O Programa de Melhoramento Genético do Cafeeiro da Epamig, em parceria com outras instituições de pesquisa que integram o Consórcio Pesquisa Café, desenvolveu as cultivares Acaiá Cerrado (MG 1474); Araponga (MG 1); Catiguá (MG 1, MG 2 e MG 3); Oeiras (MG 6851); Paraíso (MG H 419-1); Pau Brasil (MG 1); Rubi (MG 1192); Sacramento (MG 1); Topázio (MG 1190); Travessia (MGS). Elas se diferenciam quanto ao porte, vigor vegetativo, resistência a pragas e doenças, coloração dos grãos, produtividade e qualidade do produto final.

Texto: Ascom Epamig, com adaptações da Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café