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Rede Social do Café democratiza a pesquisa científica na Internet

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A Rede é um dos principais canais de informação, integração e de construção coletiva do conhecimento voltado para o setor cafeeiro

A Rede Social do Café, iniciativa sem fins lucrativos hospedada na plataforma Peabirus, é uma comunidade virtual que tem se firmado ano a ano no cenário tecnológico das redes sociais como a única que reúne num só lugar todas as informações necessárias para quem atua e se interessa por cafeicultura, tornando-se canal de consulta e troca de informações e conhecimentos na Internet sobre setor cafeeiro. Mediada pelo pesquisador do Instituto Agronômico – IAC Sérgio Parreiras Pereira, tem apoio do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café, e parceria da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de Minas Gerais - Fapemig, Universidade Federal de Lavras – Ufla, Polo de Excelência do Café, Agência de Inovação do Café e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café – INCT, do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.

Atualmente conta com mais de 4700 membros efetivos (em média 1500 visitantes por dia) e mais de 10 milhões de acessos, atingindo números expressivos de postagens, participações e inserção de novos adeptos. O desempenho da Rede é acompanhado pelo Google Analytics, programa estatístico que possibilita a construção de gráficos, análises e indicadores de crescimento. Desde sua criação, foi acessada por 145 países dos cinco continentes, além de receber visitas de mais de 930 municípios brasileiros. Para ter ideia do tamanho da Rede Social do Café, a Plataforma Peabirus possui mais ou menos 1600 comunidades diferentes e a Rede Social do Café representa 50% da audiência total dela.

“Esses números mostram que a nossa Rede está madura. Em junho, completou oito anos de grandes contribuições para a cultura do café no Brasil. A expectativa é que consigamos mantê-la viva como um canal inovador de diálogo dentro do sistema agronegócio do café, estimulando cada vez mais seu crescimento e desenvolvimento, aproximando a pesquisa, extensão rural e cafeicultores”, diz o mediador. Para Pereira, a consolidação da Rede Social do Café no cenário tecnológico se justifica pela troca dinâmica de informações que incentivam o debate acerca das tecnologias geradas pela pesquisa, o contexto vivenciado pela atividade e as diferentes visões dos setores voltados ao agronegócio café.

Conteúdos colaborativos em discussão - A Rede Social do Café é atualizada diariamente com notícias e vídeos referentes ao clima, cotação, comercialização e agroindústria, resultados de pesquisa do Consórcio Pesquisa Café, tais como manejo de pragas e doenças, colheita, pós-colheita, mecanização, estresse hídrico controlado, reuso da água residuária do café, entre outros. Tratando de temas relevantes para a cafeicultura, conta com a colaboração de pesquisadores, professores, cafeicultores, extensionistas, torrefadores, exportadores, empreendedores rurais e demais representantes do setor de café no Brasil e ainda de apaixonados por café.

Alguns colaboradores são responsáveis pelo acompanhamento diário das principais notícias e discussões relacionados ao agronegócio café, trazendo os temas para veiculação na Rede por meio da produção de conteúdo audiovisual e textual próprio para divulgação. A disseminação de informações alimenta os debates, que são o “carro-chefe” da Rede. À medida que surgem assuntos de relevância, os membros interagem entre si por meio de postagens de textos, imagens e vídeos, trazendo aos participantes grande número de dados e informações sobre o setor cafeeiro. As edições das postagens e das notícias ocorrem de forma livre entre os integrantes, tornando-os não apenas leitores, mas geradores de conteúdos e debatedores.

Nas mídias tradicionais você lê uma notícia e só tem a possibilidade de concordar ou não com o que foi publicado, sem poder expor a sua opinião ou acrescentar informação. Na rede social, um artigo, comentário, notícia etc podem gerar um grande debate. No final, quando os participantes vão ler tudo que foi postado, o fato está bem mais rico de detalhes, inclusive a respeito das partes envolvidas, de circunstâncias e desdobramentos do que a informação inicialmente divulgada. Estamos, assim, contribuindo para a construção coletiva do conhecimento, interagindo mutuamente, de ‘muitos pra muitos’. Essa é a nova realidade, promissora aliás, da qual estamos extraindo bons frutos”, opina Pereira.

A Rede ainda produz o programa CaféWebTV, que apresenta conteúdo audiovisual de entrevistas e variedades ligadas ao ramo cafeeiro. A equipe atua na cobertura e na transmissão ao vivo de eventos relacionados ao café de destaque (simpósios, seminários, congressos da cafeicultura etc.) e na produção do “Cardápio de palestras”, outra inovação da Rede, que disponibiliza conteúdos no formato de vídeos para que os interessados tenham acesso a novas tecnologias e produtos, democratizando a informação.

História - A inciativa começou com a criação da Comunidade da lavoura cafeeira, em 2006, quando a Embrapa Café se juntou a outras entidades consorciadas para tentar uma articulação diferenciada e tentar uma aproximação maior entre a extensão rural e a pesquisa. Ao longo de sua trajetória, a Rede passou por profundas transformações. Quando da sua criação, era uma das 30 redes setoriais ou temáticas que compunham o Peabirus, para integrar os diversos agentes do sistema agroindustrial do café, facilitando a comunicação entre pesquisa, extensão e produção. Em 2008, eram cerca de 50 comunidades ligadas diretamente à Rede Cafés do Brasil, representando instituições públicas ou empresas privadas.

As comunidades foram desenvolvidas para promover um ambiente onde pesquisadores, técnicos, extensionistas, produtores e demais profissionais ligados ao café pudessem compartilhar informações e demandas de pesquisa, bem como viabilizar a aplicação dos seus resultados no campo. A metodologia empregada na construção da Rede Social do Café e nas demais redes alojadas no Peabirus caracterizou-se pela articulação no intuito de alicerçar o processo de relacionamento, por meio de uma governança compartilhada. Segundo Pereira, algumas comunidades nunca foram mediadas, outras tiveram um início e foram abandonadas.

A comunidade “Manejo da Lavoura Cafeeira” passou a tratar de todos os assuntos ligados ao setor cafeeiro, desde a semente até o consumo final.  “O papel do Consórcio Pesquisa Café foi de semear a Comunidade, iniciar o processo e não intervir na sua gestão, servindo como uma espécie de incubadora da Rede”, destaca. As comunidades acabaram se fundindo em um único espaço de conversação e temas relacionados ao café passaram a serem trabalhados na Comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira. Com essa unificação, a Comunidade Manejo também passou por uma adaptação, deixando de tratar apenas de aspectos fitotécnicos e relacionados à condução dos cafezais, para construir seu conteúdo em torno de todos os temas ligados ao café, com liberdade de expressão para todos os participantes. Assim, a Comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira expandiu-se, tornando-se a própria Rede Social do Café.

Projetos – Há atualmente dois projetos em estudo no âmbito do Consórcio Pesquisa Café sobre a Rede Social do Café. Um deles, “Incorporação das redes sócias como ferramenta de comunicação dialética entre pesquisa, extensão e cafeicultores”, se encerra esse ano e foi criado logo no início para fazer a rede se desenvolver e atingir o objetivo proposto. O novo projeto em andamento chama-se “Rede Social do Café: comunicação e construção coletiva do conhecimento”, no qual há várias instituições consorciadas e um embaixador responsável por captar as notícias e trazer novos integrantes pra Rede, estimulando a participação e compartilhando informações regionais. A ideia é ampliar a troca de informações entre a pesquisa científica e a sabedoria cafeeira popular, unindo todo o setor em busca de uma cafeicultura mais sustentável, rentável e dialógica.

Avanços do Consórcio Pesquisa Café - Em 1997, quando da criação do Consórcio, conforme dados oficiais do Informe Estatístico do Departamento do Café - Dcaf/MAPA, a produção de café era de 18,9 milhões de sacas de 60kg e produtividade de 8,0 sacas/hectare. Em 2014, de acordo com a Conab (maio/2014), com praticamente a mesma área cultivada - 2,3 milhões de hectares - o País deverá produzir 44,566 milhões de sacas, o que representará incremento de aproximadamente 236% no período de 1997 a 2014, com produtividade de 23,1 sacas/ha. Grande parte desse avanço ocorreu graças à inovação gerada pela pesquisa científica cafeeira financiada pelo Fundo de Defesa da Economia Cafeeira - Funcafé, entre outras fontes federais e estaduais.

O endereço da Rede Social do Café é www.redesocialdocafe.com.br. Para fazer parte, é só se cadastrar. Acesse também o Facebook (http://www.facebook.com/redesocialdocafe) e o Twitter (@redesocialcafe).

 

 

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